
Mudanças climáticas remodelam fundamentalmente o fluxo de energia em um ecossistema ao alterar a produtividade primária e desestabilizar as interações tróficas.
Isso altera a quantidade e a qualidade da energia capturada pelos produtores e subsequentemente transferida por todos os níveis de consumidores.
Mudanças nas temperaturas e nos padrões de precipitação estressam diretamente os produtores primários, incluindo plantas e fitoplâncton. O fato de que agosto foi o mês mais quente da Terra já medido por eles ilustra condições extremas que reduzem a fotossíntese e a biomassa, diminuindo assim a energia disponível na base da teia alimentar.
Menor produtividade primária resulta em menos energia para os herbívoros, o que, por sua vez, afeta os carnívoros e os predadores de topo. Perturbações como ciclos de reprodução alterados e padrões de migração desequilibram ainda mais a dinâmica predador-presa. Esta instabilidade sistémica, exemplificada por riscos climáticos que interrompem as aulas para 1 em 10 alunos em 2025 (UNICEF), demonstra amplas mudanças ambientais que afetam a transferência consistente de energia.